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quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

     "OS HOMENS TÊM O CÈREBRO NOS TOOMATES"


 "Há um erotismo cada vez mais acentuado na nossa sociedade" dizia há dias o padre Carreira das Neves numa entrevista. E há. Assim sendo, e porque sem erotismo esta vida era um vale de lágrimas, o À MARGEM construiu um espectáculo divertido, descontraido e alegre, onde não falta música ao vivo. Há nisto um certa provocação? Há. E o autor de que nos servimos -Miguel Esteves Cardoso- para fio condutor do nosso espectáculo não é ele mesmo um provocador?
Lançámos ainda mão de sonetos do Bocage, poesia de Vitorino Nemésio, António Botto à mistura com canções e quadras populares, onde o Quim Barreiros tinha que estar presente. Termina o espectáculo com uma boa sessão de cantigas à desgarrada,.E como dizia o Raul Solnado: "Façam o favor de ser felizes". 
"Com o teatro, fazer da vida mais do pouco que ela é" - Guilhermina Padrón

CARTAZ

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Fotos do espectáculo




"Então que faremos às sementes"

"O Inicio"

"Entretanto podiam-me a ajudar a limpar o pó!"

" Nas tribos, os que foram derrotados eram uns songa-mongas:!"

"Trouxe-a ontem, mas ainda não consegui sintonizá-la!"

"... mas satisfazer o instinto consumista e entreter-se com banalidades...."

“ENTÃO QUE FAREMOS ÀS SEMENTES”



A partir de um video e de de canção magnífica de Andrea Bocceli "Canto della Terra", a dramaturga chilena Guilhermina Padrón desenvolve na sua peça "Então, que faremos às sementes?" uma reflexão interessantíssima sobre a inter-dependência emoção/inteligência. A autora coloca o dedo nesta ferida: se somos inteligentes e racionais porque continuamos, como seres humanos, a praticar a violência? Utilizando um estilo muito próprio, que ela designa de "comédia negri-ta", a autora convida-nos a entrar num mundo difícil, sem que dos nossos lábios se afaste um sorriso, aqui e ali uma gargalhada.
Os quatro actores em cena -amadores porque amam - trazem para o espaço cénico um desempenho escorreito e versátil, com um bom desenho de luz e som.
Este foi o primeiro espectáculo que o grupo montou e estreiou em 23 de outubro de 2010 nas instalações do Casino Afifense.
Queres fazer da vida mais do pouco que ela é? Aparece. E como dizia o saudoso e sempre eterno Zeca "traz outro amigo também."
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Finalmente

Finalmente
Chegou o dia.
Passados 6 meses com interrupções pelo meio, lá conseguimos por a criança cá fora. Muitos episódios entretanto foram acontecendo. O texto foi sofrendo alterações, sem espaço para ensaiar, o Pé lá sugeriu o (Casino Afifense), para os quais um forte bem-haja, pois foram fundamentais para este projecto, entretanto era preciso um sofá para o cenário e várias vezes tentamos de diversas formas consegui-lo, até que surge alguém que tinha um para se desfazer dele, como a mais dois pequenos que muito jeito deram para a sala de televisão. Para diferenciar o espaço da sala de televisão, o Troska sugere o uso de um praticável e pede emprestado ao Pato do grupo musical Arco-Íris, que logo se prestou a emprestá-lo, dando assim um novo ambiente ao cenário. Com umas mesas e cadeiras do casino, mais uma estante adquirida no mercado local, mais uns livros, uma colcha e uns lenços da casa da Ana se foi compondo a cena. Bom mas ainda faltava o equipamento de luz e som, já que o grupo nada tinha de seu. Contactos para uns e para outros, várias sugestões foram aparecendo e lá conseguimos que com o apoio do grupo de Chafé, mais o inestimável Rui Gonçalves, montar o equipamento de luz e som. Mas para operar a luz e som era preciso uma pessoa e surgiu a ideia de convidar o Matos Lisboa, pois já tinha colaborado noutros espectáculos com alguns dos elementos do grupo e para a fotografia como não podia deixar de ser o Zé Filgueiras. Bem chegamos ao fim da montagem e a todos os quantos nos ajudaram um muito, muito obrigado, sem vós não era possível a realização deste espectáculo. Obrigado ao Orlando Barros pela paciência que teve para nos aturar durante estes seis meses. Para terminar quero só lembrar uma pessoa que já não estando entre nós, muito fez durante toda a sua vida, para que pessoas como nós tivessem vontade e força para levar avante projectos desta índole, para ti LUCILO VALDEZ um muito obrigado, a ti dedico este espectáculo, pena tenho que outros não respeitem o teu nome como todos nós deste grupo respeitamos.
Muito obrigado a todos.
João Amorim  
 
                                 

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

FUNDADORES





"A partir da Oficina de Teatro Lucilo Valdez do Centro Cultural do Alto Minho, nasceu o grupo de teatro "À Margem". É gente que quer ocupar os seus tempos livres numa actividade lúdica e dinâmica e que de certa maneira possa animar a vida cultural vianense. Neste momento o grupo tem em cena a peça "Então, o que farei às sementes?" uma comédia negra da chilena Guilherina Padrón, estreada no Casino Afifense, em Outubro deste ano.
O grupo consolidou-se, apareceu mais gente animada e dinâmica, ciente que há muito em que ocupar o tempo livre. Há mais mundo para lá da televisão. Já temos em mãos dois outros projectos. Assim sendo passámos a ser "À MARGEM -ARMAZÉM TEATRAL".
Neste momento preparamos um café-teatro intitulado "Os homens têm os cérebro nos tOOmates", com textos e canções da melhor literatura erótica portuguesa.
Se queres FAZER COISAS, contacta-nos. Tens que ter alguma disponibilidade, mente aberta e genica. Quem vier por bem, é sempre benvindo ."

Do Grupo

"O tempo retoma o seu curso sob as ordens do grande Mecanismo da Criação.
A engrenagem é o nosso próprio coração"


                                              Guilhermina Padrón